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Morar sozinha sempre foi um desejo muito grande – daqueles que a gente coloca na lista de coisas para se fazer antes de morrer. Eu, na verdade, achava que isso ia demorar um pouco. Primeiro me programei para me mudar entre 21/23 anos, mas aí a grana era curta e a maturidade mais ainda. Depois, pensei em me mudar com 23/24, mas aí dei de cara com coisas (e pessoas!) ruins que fizeram com que várias situações na época fossem de puro pânico.

Hoje, aos 25, um pouquinho mais controlada nos gastos, com mais maturidade, nenhum medo que me impeça de correr atrás dos meus desejos e algumas boas oportunidades no caminho, resolvi ter o meu próprio cep – e contas de adulto no meu nome.

Não gosto muito do termo “sair de casa” porque parece algo ruim, sabe? Parece que a gente saiu brigado, de cara fechada. Eu não saí de casa. Ela, onde vivem meu pai, minha avó e o meu cachorro Mozzie, continua lá, sendo minha. A diferença é que ela não é a minha primeira casa mais.

No dia em que peguei as chaves do apartamento, me bateu aquela euforia gostosa, aquela vontade de me mudar na hora – mesmo que meus eletrodomésticos e móveis não estivessem lá. É tão gostoso ter um cantinho para chamar de seu que até o chão dele parece confortável!

Eu ainda não me mudei (sabe os eletrodomésticos e móveis que citei? Atrasaram um pouco!) e estou há umas duas semanas com o apê lá, me esperando. Agora a mudança tá ficando cada vez mais próxima, falta bem pouquinho na verdade, e a ficha não caiu.

Comecei a empacotar as coisas, fiquei nostalgicamente emocionada, já achei vários objetos que nem lembrava que tinha e, a cada caixa fechada, fico imaginando o que tem dentro dela lá no apê. Todo mundo me disse que essa é a parte mais gostosa, de arrumar as coisas, porque parece que você, de fato, está construindo algo.

O processo para a procura do apê não foi difícil, mas sim cansativo. Muitas e muitas buscas em sites de imóveis, telefonemas, mil trocas de emails, negociações, visitei mais ou menos uns 15 apartamentos, gostei muito de alguns e fiquei em dúvida por algum tempo até que encontrei o que aluguei. Engraçado que, com ele, eu já logo enviei os documentos no mesmo dia da visita e poucos dias depois estava buscando a chave. Achei o imóvel literalmente do nada. Parece que é pra ser, né?

Quem me acompanha no Youtube já viu o apê. Fiz um rápido tour que vocês podem ver aqui:

E quando decidi de vez que iria me mudar, criei um Instagram para registrar essa jornada. Pode parecer clichê, mas vai ser sempre gostoso revisitar cada pedacinho desse processo de “independência”.

Nele eu já publiquei algumas inspirações e, agora, com as coisas certinhas, vou publicar também sobre a construção deste espaço. Como disse, vai ser como um diário!

Estou bem empolgada com essa etapa porque vai ser um degrau importante para a subida da minha vida. Ainda não sei muito bem como fazer tudo, bate aquele medinho das contas chegando no começo do mês, mas a empolgação é tão grande que a minha vontade é simplesmente estar lá logo – vivendo, aprendendo e compartilhando experiências dessa fase que também é o desejo de tanto gente. Espero vocês “morando comigo” nela. <3

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