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Sabe quando você está fazendo um trabalho e fica o tempo todo se questionando se ele está bom de verdade? Ou melhor: na sua cabeça, você tem certeza que ele não é bom o suficiente e que você é quase que uma farsa? Eu sei muito bem e te conto que isso chama síndrome do impostor.

Lembro que a primeira vez que tive contato com esse termo foi ao ler o livro “Roube como um artista“, que levo como minha bíblia da criatividade. Depois, li neste texto aqui do Superela que este tipo de síndrome, segundo pesquisas da Universidade Dominicana da Califórnia, atinge 70% dos profissionais bem sucedidos – em sua maioria, mulheres.

Precisamos conversar sobre síndrome do impostor 1

A síndrome do impostor está relacionada à insegurança, ao fato de você realizar um trabalho e estar sempre esperando algo negativo sobre ele. Digo isso porque me sinto assim desde que comecei a trabalhar, há uns bons anos. Pode ser que essa insegurança venha de outras áreas da vida, mas o que acontece é o impacto dela vai todo para meu eu profissional.

Quem sofre com esse problema não deixa de fazer as coisas. Na verdade, essa pessoa faz – e faz MUITO! Ela sempre vai procurar se dedicar ao que está fazendo, mas, na mesma proporção, vai achar que todo aquele esforço é em vão, que está fingindo ser algo que não é ao tirar tal projeto do papel ou realizar uma função no seu trabalho. Ao final do seu feito, vai achar que ninguém vai gostar daquilo e que todo o trabalho foi realizado pra nada. Se reconhecem na situação? Eu sim!

Isso reflete no fato de que, muitas vezes, essa pessoa quase nunca divulga o que faz. A insegurança, meus caros, é um monstro. Ela não divulga porque acha que o que fez é ruim, que não vai acrescentar em nada na vida das pessoas. Nesses casos, nem é a opinião do outro que importa, mas sim fato dela achar que não têm porquê falar sobre os seus projetos já que, em sua cabeça, eles são uma farsa.

Precisamos conversar sobre síndrome do impostor 2

E quando essa pessoa consegue algo maior em sua carreira, mesmo que ela tenha plena capacidade de exercer essa função, vai rolar aquela pergunta: será que eu realmente consigo fazer isso?

Toda essa insegurança também faz com que a gente pratique a famigerada autossabotagem. Sabe aquele projeto super legal que você tem em mente (como a minha loja, no caso) e você não tira do papel por medo? Então, é sabotagem consigo mesma. A gente, que sofre com síndrome do impostor, coloca mil empecilhos para que as coisas não sejam feitas.

Conversando com uma amiga, cheguei à conclusão que isso tudo acontece porque a gente se pressiona demais! Eu mesma fico desesperada ao pensar que daqui a 5 anos chego aos 30 e ainda não tenho nada concretamente meu, que estou deixando meus sonhos de lado por medo – de não darem certo, de ficar desamparada e sem rumo na vida.

Na minha cabeça, com 25 anos eu já estaria plena – ou com bom caminho andando para essa plenitude que, mesmo sem saber realmente o que é, quero alcançar. A pressão de “chegar lá” vem de fora e também de dentro. Com isso, à medida em que a gente não vai conseguindo esse “tudo” que é necessário, vamos desacreditando mais e mais nos nossos sonhos, nos nossos feitos e na capacidade que temos em nossos trabalhos.

Precisamos conversar sobre síndrome do impostor 3

A solução para isso? Não sei! Eu procuro terapia para tentar me ajudar a enxergar que se estou executando um trabalho (sendo pra mim ou para os outros) é porque sou necessária e competente e que não posso bater com um martelo na minha cabeça quando um erro acontece.

É todo um processo de trabalho mental para aprender a valorizar todas as nossas pequenas conquistas, aceitar os elogios sem achar uma brecha para criticar a si mesma e, quando cometer um erro, não achar que aquilo vai custar a sua demissão no dia seguinte – além de acreditar que você tem talento o suficiente para fazer suas próprias coisas também (sim, estou escrevendo isso falando para você que está me lendo e para eu mesma).

É natural sentir medo, o que não é natural é ficar duvidando de si, deixando seus sonhos de lado por simplesmente achar que tudo vai fracassar. Sei que é difícil não se sabotar, afinal, como disse várias vezes ao longo do texto, eu passo por isso todo santo dia, mas vamos tentar erguer a cabeça, acreditar no próprio potencial e deixar a insegurança de lado, certo? Certo! <3

Imagem: Pexels – Giphy


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