Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma dessas pessoas que gostam de assistir BBB – e sim, eu também leio muitos livros. Neste ano eu não gostei tanto assim de assistir. Já fazem algumas semanas que não ligo mais a TV no programa porque eu não conseguia acompanhar as sequências de abuso que Marcos cometia com a Emily. Como mulher, me doía, sabe?

Na semana em que se iniciou a campanha #MexeucomumaMexeucomtodas,  a respeito do caso José Mayer, na minha TV um homem abusava de forma física e psicológica de uma menina e, aparentemente, a mesma emissora da qual partia a campanha não fazia nada.

Acontece que o programa de ontem eu consegui assistir assim que fiquei sabendo que o participante em questão foi expulso. E mais do que a felicidade que senti por ele ter sido tirado do programa, me fez feliz ver a importância da união entre as mulheres.

Quem acompanha BBB sabe que Emily, Ieda e Vivian estão bem longe de serem amigas. Farpas e mais farpas foram trocadas durante toda a edição, mas isso não impediu que Ieda e Vivian ajudassem Emily quando ela recebeu a notícia que o homem com o qual ela se relacionava havia sido expulso do programa.

Desde que o mundo é mundo a gente é induzida a odiar outras mulheres. A rivalidade feminina é enaltecida desde o xingamento à roupa das outras até a fala “eu prefiro ter amigos homens” (será que prefere mesmo?).

Emily não acredita que está vivendo um relacionamento abusivo – e vamos deixar bem claro que isso é um comportamento comum da vítima e que não, não é culpa dela. Coube à Ieda e Vivian acolherem a participante que era vista como rival e dizerem: estamos aqui por você.

Foi de extrema importância o Marcos sair do BBB antes que fizesse algo ainda pior para a Emily. E foi de extrema importância também as três finalistas mostrarem na TV à aberta que, independentemente de qualquer coisa, somos sempre nós por nós mesmas.

Isso se mostra especialmente com a Vivian, que desde o começo do programa era usada por Marcos para fazer ciúmes na Emily – mais um ato abusivo do relacionamento -, o que criou uma rivalidade entre as duas. Pra mim, com prêmio ou sem prêmio, Vivian se tornou a campeã moral deste BBB.

Ela fez o que precisamos fazer com uma mulher, sendo nossa amiga ou não, que vive um relacionamento abusivo: ajudou, explicou, consolou e, talvez, o mais importante, não a julgou. Ela entende que uma mulher que está em um relacionamento abusivo não enxerga o que sofre e pior: se culpa pelo o que sofre. Afinal, como disse Rihanna no Twitter, nunca duvide da capacidade de um homem te fazer se sentir culpada por atitudes dele. E, nessas horas, não julgar e ajudar a mulher a entender o que vive é o que de mais importante você pode fazer.

 

Quantas Emilys você conhece? Você pode ter sido uma Emily inclusive! Eu conheço algumas Vivians e quero conhecer mais! Quero ser mais Vivian também. Quero mulheres ajudando umas as outras porque homem nenhum vai fazer isso pelo gente – e muitos casos, inclusive, fazem o contrário. Lembre-se sempre que no final das coisas, somos nós por nós mesmas e que não podemos, de forma alguma, virar as costas e apontar os dedos para as outras. Pode parecer clichê, mas a verdade é que quanto mais unidas formos, mais fortes seremos.

2 Comments

  • Camila Valeriano
    Posted 11 de April de 2017 20:02 0Likes

    Miga, eu tenho tanto orgulho de você! De você ser linda assim, de me ensinar tanto sobre tantas coisas e por esse texto maravilhoso!!! É exatamente como você encerrou “quanto mais unidas formos, mais fortes seremos”. <3 <3 <3

  • Ana
    Posted 12 de April de 2017 20:27 0Likes

    É tão bom ver a união das mulheres. Tô vendo cada vez mais a rivalidade diminuir entre a gente e a sororidade aparecendo. Por mais Vivians.

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