Desde muito cedo a gente sempre foi ensinado a esconder tudo que estamos sentindo. Não pode chorar para demonstrar fraqueza, não pode estar feliz demais pra não ser chato, não pode comemorar uma conquista para não demonstrar inveja e assim vai.

A mensagem que você recebeu não vai responder na hora para não parecer interessada demais, não vai dizer que ama por medo da resposta do outro, vai dizer sim quando quer dizer não e assim a roda gira, camuflando tudo que está sentindo com medo de parecer qualquer outra coisa frente ao outro.

Eu sempre fui essa pessoa, a discreta, a que esconde o que sente de verdade. Não digo que mudei completamente, mas afirmo que venho tentando praticar menos esse falso sentir. Toda vez que finjo sentir algo que não sinto percebo que me mato um pouquinho. Mato a minha vontade de fazer o que me deixa confortável, de me agradar, de me expressar. Mata a minha vontade de ser mais de verdade.

A gente tem essa mania de se fingir de forte do tempo todo, de manter aquela atitude de “não me importo” ou “isso não me atinge”, mas e quando a máscara cai? Você o tempo todo finge em frente aos outros, mas e quando está sozinho e precisa encarar suas inseguranças? Não existe máscara que faz com que você fuja de si mesmo.

Demonstrar suas inseguranças quando você se sente confortável para fazer isso não é ser fraco. Sentir não é sinal de vulnerabilidade. Na real, para expor sentimentos é preciso ser forte pra caramba. Covardia é acreditar que precisamos o tempo todo fingir quando não, não precisamos e não podemos.

Às vezes a gente acaba sendo engolido pelos nossos sentimentos simplesmente por criar uma bola de neve no estômago. Engolimos tanto, disfarçamos tanto, acumulamos tanto. É um acumulo de coisas que poderiam ser faladas e sentidas de verdade se a gente tivesse um pouco de coragem. Um acumulo de coisas dentro da gente que não deveriam estar estagnadas numa bolha de fingimento.

Eu sei, é difícil desconstruir essa ideia de que não devemos nos expor emocionalmente. Mas posso falar? Ao não expor o que sente, você também está se expondo. Você está criando um personagem que não é de verdade e quando você precisar encarar o que tem por baixo da máscara, a exposição vai ser muito maior e mais dolorida.

Se você se sente confortável, se vai te fazer bem, peça ajuda sim, exponha o que sente sim, diga não quando quer dizer não, faça de você uma pessoa mais genuína consigo mesma. Aprenda a conviver melhor com o que sente e a se entender por completo sem máscaras, sem medo de parecer vulnerável e fraco. Quanto mais honesto você for com seus sentimentos, mais você vai aprender a viver em harmonia com eles – e ao fazer isso você vai ser mais honesto com os outros também.

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